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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Prólogo

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Prólogo


Ainda me lembro daquele sonho como se tivesse acabado de acordar dele.

No sonho eu me encontrava envolto de escuridão, diante de mim existia um beco sem saída aonde um poste com uma lampada fraca piscava a maior parte do tempo, segui em direção a luz e ao chegar no local um estouro, a lampada não resisti e faíscas caíram do topo do poste.

Nesse exato momento um fósforo é riscado no completo breu, algo leva o fósforo até a altura de sua boca própria boca e então um cigarro é aceso, o fósforo é lançado e flutua pelo ar até que uma explosão acontece, um clarão faz com que instintivamente eu leve o braço na altura dos olhos para protegê-los da claridade.

Após alguns segundos a luz fica mais fraca e então abaixo meu braço, minha visão ainda está um pouco embaçada mas logo consigo enxergar o cenário, a fonte de luz é um grande tambor em chamas e o que causou isso era aparentemente um homem alto e magro coberto de preto, ele usava sapatos pretos, calças pretas, uma camisa de manga comprida preta, um chapéu preto e óculos escuros. O pouco que se enxergava de sua pele mostrava que se tratava de alguém muito velho, suas mãos tinham manchas pretas e amarelas, provavelmente causadas pelo fumo.

“Seja bem vindo ao jogo player.”

Disse o homem que ao final da frase abriu um largo sorriso falso e literalmente amarelo, definitivamente era um dependente do tabagismo.

“Player? Jogo? Do que você está falando?”

“Você foi escolhido para participar de um grande jogo de apostas, eu sou um dos apostadores e estou aqui para lhe oferecer uma nova vida.”

“Eu não gosto de apostas, e porque eu iria querer uma nova vida?”

O homem joga fora a bituca do cigarro que havia acado e acende outro logo em seguida.

“Hahahahaha... Mas é claro que você deseja uma nova vida, eu te conheço bem e sei o que aconteceu entre sua namorada e você, sei que está cansado de viver em um mundo de mentiras e é isso que estou lhe oferecendo, um mundo aonde ninguém mais mentirá para você!”

“O que você sabe sobre...”

O homem se aproximou de mim e fez o tipico sinal para que eu ficasse quieto. Então ele retirou quatro cartas de baralho do bolso da sua camisa, embaralhou as cartas, fez um leque e estendeu-as diante de mim com a face do baralho virado para baixo.

“É só escolher uma carta, cada jogador possui uma e no momento apenas essas estão disponíveis.”

“Mas que jogo é esse?”

Um barulho que veio de trás de mim chamou a minha atenção e fez com que eu direcionasse o meu olhar para lá imediatamente, de longe postes começavam a ligar vindo em nossa direção.

“Vamos logo garoto, o tempo está acabando, escolha a carta e viva em um mundo verdadeiro.”
Fiquei sem saber o que fazer, não tinha certeza do que estava me metendo, luz estava se aproximando cada vez mais rápido, então no ultimo instante eu peguei a carta.

“Ás de espadas?”

“É uma ótima carta, seja bem vindo ao Forseti Project!”

O homem virou fumaça e sumiu diante dos meus olhos, a carta que eu segurava em minha mãos começou a pegar fogo, tentei soltá-la mas foi em vão, ela estava grudada em meus dedos e logo o fogo passou para minhas mãos e se alastrou por todo o meu corpo.



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